5.1.15

Ano novo, vida nova...

Nop.

Mas já lá vamos.

Antes dizer que o Natal foi bom. Tivemos companhia e acordamos com a casa cheia de alegria e ver a Maria abrir as prendas foi um fartote! Sempre deu para matar algumas saudades de casa, mas depois a chamadinha de Skype voltou a criar um buraco na zona do peito do tamanho de um comboio...o tablet da Mamã foi passando de mão em mão até toda a gente ter desejado as boas festas. Era um chinfrim que mal os conseguia ouvir, mas se calhar é do chinfrim e da barulheira, das 3 ou 4 conversas a acontecer ao mesmo tempo que sinto falta. Quem me conhece sabe que tolero bem a saudade. Falo com a minha Mamã e com os manos regularmente e vamos nos mantendo a par das coisas, mas é quando falo - e em particular, vejo - os meus avós que a coisa se torna bastante intoleravel. Eu cresci com os meus Avós. Até aos 6 anos dormi com a minha Avó e entre os 14 e os 18 partilhei o quarto com o meu Avô. Líamos os mesmos livros à vez e ele gostava do facto de eu ter um pequeno rádio que passava musiquinha calma para ajudar a adormecer. Ensinou-me a fazer a barba com lâmina clássica e inspirou-me quando - mesmo fisicamente debilitado - mostrou uma vontade de viver que era capaz de fazer corar um puto de 20 anos. Num par de ocasiões gosto de pensar que a minha capacidade de manter a calma em situações limite ajudaram a mantê-lo entre nós por mais uns aninhos. Tenho uma ligação especial com eles e vê-los felizes faz-me feliz mas fico triste porque não estou lá e não sei por quanto mais tempo eles vão estar por aqui e isso é angustiante.

Eis que depois de um Natal bem passado, venho trabalhar dois dias e apanho uma daquelas gripes que nos entope o nariz e nos debilita a alma. Logo eu que não sei estar doente. Foram 5 dias entre a cama e o sofá com a excepção do primeiro dia do ano, onde por decreto totalitário decidi suspender a gripe por um dia e fomos passar o dia a casa de amigos. Foi um dia fantástico e a Carolina descreveu-o tão bem que o que quer que eu escrevesse agora seria redundante. Só dizer que o sentimento é mutuo - ter amigos assim é um achado.

Mas então e o ano novo vida nova?

Isto porque começar um ano novo não é um grande evento: ficamos acordados até mais tarde, bebemos champanhe à meia noite, vamos dormir, acordamos no dia seguinte e pronto. É isso. Não há por magia uma vida nova. Há antes a vida que já tínhamos com objectivos novos.

Desejo a todos um ano de 2015 cheio de saúde para que possam cumprir os objectivos novos a que se propuseram. Sejam felizes e tentem olhar - como aprendi nos escuteiros - sempre mais além.

1 comment:

  1. É sempre um gosto grande ter-vos cá em casa ;)
    temos é que fazer isto mais vezes, agora que os piquenos já colaboram mais. Beijinhos e as melhoras para essa gripe.

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